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PR exorta empresários a encontrar soluções nacionais

O Presidente da República defendeu que a resposta do Governo para a difícil situação económica e financeira que o País atravessa reside em encontrar soluções ao nível do aumento da produção, produtividade e competitividade para gerar mais receitas fiscais, mais emprego e renda para as famílias moçambicanas.
Filipe Nyusi fez este pronunciamento, quinta-feira última, 28 de Julho, em Maputo, ao proceder à abertura da XIV CASP-Conferência Anual do Sector Privado, tendo destacado que a premissa básica é que o País deve produzir, crescer, transformar e diversificar: “Vamos mantermo-nos firmes e resolutos, para melhorar a qualidade e eficiência do investimento público”, sublinhou.
O estadista reconheceu que a economia moçambicana tem estado a sofrer o impacto derivado da fraca base produtiva, caracterizada pelo consumo acima da capacidade de produção.
Perante o cenário prevalecente, conforme indicou, “são necessários cortes significativos nas despesas públicas, com particular destaque para as despesas correntes”.
Este quadro económico permite afirmar que os fundamentos da economia são preocupantes e isso exige uma acção proactiva e enérgica do Governo e de todos os seus parceiros, em particular o sector privado, explicou o Chefe de Estado, acrescentado que “para contrariar esta tendência negativa, exige-se a inteligência, inspiração e entrega de todos os moçambicanos”.
A XIV CASP realiza-se sob o lema “Desafios da Produção Interna na Conjuntura Económica Actual e Perspectivas”, tema motivado pelo actual momento atípico do País, caracterizado por um crescente défice de produção interna, aliado à queda dos preços dos principais produtos de exportação de Moçambique no mercado internacional, o que leva à depreciação do Metical face ao dólar.
O presidente da CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, Rogério Manuel, disse, na ocasião, que em Agosto do ano passado, foi aprovado um novo Modelo de Diálogo Público Privado, entretanto, volvido um ano, “lamentamos dizer que a situação permanece como estava no início e, nalguns casos a situação deteriorou-se, devido à inércia de alguns dirigentes”.
“De um total de vinte e duas reformas que o Governo se comprometeu a implementar, em um ano, aprovou apenas 10 reformas. Uma vez que estas reformas carecem ainda de aprovação ao nível da Assembleia da República e porque outras reformas carecem de regulamentação para a sua implementação, é caso para dizer que os resultados ainda estão por vir e a situação vai piorando dia após dia”, realçou Rogério Manuel.
O mais preocupante, conforme sublinhou, é que “ao invés do empenho na criação de um melhor ambiente de negócios, a vários níveis do Estado, há uma tendência generalizada de criação de novas taxas ou de agravamento das já existentes, aplicação de multas pesadas, reduzindo a competitividade das empresas”.

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This entry was posted on 1 de Agosto de 2016 by in Moçambique.

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