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C) Venda de acções no projecto do Corredor Logístico Integrado de Nacala: CFM encaixa 106 milhões USD

A venda das acções da empresa CFM-Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, no projecto do Corredor Logístico Integrado de Nacala (CLN), resultou num encaixe financeiro na ordem de 106 milhões de dólares norte-americanos, que serão aplicados na melhoria da balança da tesouraria, entre outros programas da empresa.
O ministro dos Transportes e Comunicações garantiu que o negócio efectuado pela CFM não significa a venda definitiva dos seus activos no projecto do Corredor Logístico Integrado de Nacala.
“A empresa CFM é proprietária de todos os activos ferro-portuários no País, dentro de programas de concessões, devidamente estabelecidos, com um determinado período de validade. Os activos em causa reverterão a favor da empresa de acordo com o estipulado no acordo e na lei das PPPs-Parcerias Público-Privadas”, esclareceu Carlos Mesquita.
A reestruturação accionista do Corredor Logístico de Norte visa viabilizar a logística do carvão de Moatize nos vários segmentos da cadeia, nomeadamente a terminal de carvão de Nacala –á-velha, a terminal de carga geral, incluindo o serviço de transporte ferroviário de passageiros.
Para permitir a implementação do novo modelo de investimento no CLN, que requer um investimento massivo, foi levado a cabo um estudo de viabilidade, para avaliar vários cenários, no sentido de se obter uma perspectiva clara sobre o impacto que cada parceiro poderá ter do ponto de vista de inserção de capitais, ou mesmo até de inserção de dividendos.
De acordo com Carlos Mesquita, “isto tudo aconteceu num momento em que o preço do carvão mineral andava nos 140-150 dólares por tonelada. A realidade mostra, nos últimos tempos, que esse cenário inverteu-se, devido à conjuntura financeira e económica mundial, com particular ênfase sobre os preços dos commodities, nomeadamente carvão, gás natural, petróleo, níquel, entre outros”.
Para o governante, este pressuposto alterou substancialmente os resultados dos vários modelos financeiros que tinham sido estudados: “A Vale Moçambique continua a operar com prejuízos pelo que criou-se condições para que junto do Governo houvesse uma aceitação para a venda de parte da sua participação, na mina de Moatize, permitindo assim a entrada de um parceiro estratégico, a Mitsui”, sustentou.
Com efeito, a multinacional japonesa Mitsui vai adquirir uma fatia da participação da Vale na mina de Moatize, assim como no projecto ferroviário para escoamento da produção, como forma de reforçar o balanço durante o período de baixos preços dos commodities.
Na opinião do ministro dos Transportes e Comunicações o facto de a Mitsui ser, por um lado, um dos compradores do carvão, a sua entrada na cadeia de logística garante ao Governo a existência de um cliente cativo, o que é importante na cadeia de negócio.
Esta operação, trouxe para o projecto um financiamento na ordem de três biliões de dólares norte-americanos, dos quais dois biliões, para a cadeia logística de transporte e produção do carvão em Moçambique.
“O remanescente do financiamento será enquadrado na cadeia de produção e transporte de carvão de Moatize, através do Malawi, para o porto de Nacala”, concluiu Carlos Mesquita.

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This entry was posted on 1 de Agosto de 2016 by in Moçambique.

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