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Algodão: Rendimento justo depende do aumento da produção

O Fórum Nacional dos Produtores de Algodão (FONPA), considera que a solução definitiva para o problema do baixo preço do algodão caroço no momento da comercialização está no aumento da produção e produtividade.

O presidente daquela agremiação, José Domingos, em entrevista ao nosso Jornal, disse que os níveis actuais de rendimento por hectare, situado em cerca de meia tonelada de algodão caroço, não ajudam os produtores do algodão a melhorar o nível de renda depois da comercialização daquela cultura.

Actualmente as famílias produtoras de algodão exploram uma área correspondente a dois hectares que, com níveis de rendimento estimado em 500 quilogramas, conseguem arrecadar uma receita estimada em 12 mil meticais por campanha, valor que para José Domingos está longe de suprir as necessidades dos seus membros.

José Domingos insta aos camponeses a expandir as áreas de cultivo para um mínimo de dez hectares recorrendo, para o efeito, aos serviços prestados pelos centros de máquinas agrícolas em fase avançada de implantação ao nível dos distritos, bem como a adopção das novas tecnologias de produção do algodão caroço, para que possam atingir em média 1500 quilogramas por hectare.

“Se o Governo fixar em 40 meticais o preço para comercialização do algodão caroço não será uma vitória para os produtores desta cultura uma vez que isso por si só não constitui um elemento determinante para amealhar maior volume de receita pois, é fundamental que haja aumento da produção e produtividade”, -disse.

Para além de louvar os esforços do Instituto de Algodão de Moçambique pelo estudo permanente que tem feito no sentido de identificar as melhores estratégias para o aumento do rendimento do algodão caroço por hectare, o entrevistado mostra optimismo em relação a possibilidade do país conseguir níveis recordes de produção do chamado “ouro branco”, como aconteceu na campanha agrícola 2011/12, em que foram produzidas 184 mil toneladas.

Justifica que há motivação suficiente no seio dos produtores para que aquelas quantidades sejam produzidas e comercializadas depois das três próximas campanhas. José Domingos elucidou que apesar da alegada crise de preços do algodão caroço, a sua produção envolve neste momento cerca de 250 mil famílias no país.

A fonte fez parte de uma delegação moçambicana que integrava agrónomos, produtores e dirigentes do sector do algodão, que regressou recentemente da República Federativa do Brasil, local onde teve a ocasião de acompanhar como é feita a produção naquele país.

No entanto, o nosso interlocutor disse ser fundamental que o país assegure a paz e tranquilidade para que as famílias camponesas possam se sentir livres e motivadas a desenvolver a agricultura, de uma forma geral, e a prática da cultura do algodão, em particular.

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This entry was posted on 14 de Outubro de 2015 by in Moçambique.

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