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Mia Couto é Honoris Causa na Politécnica

A Universidade Politécnica atribuiu quarta-feira, 2 de Setembro, o título de Doutor Honoris Causa em Humanidades, na especialidade de Literatura, ao escritor Mia Couto, o mais conhecido e premiado do País.
A atribuição deste título é feita em reconhecimento ao contributo que o escritor tem dado à literatura moçambicana, através da sua vasta obra literária e intervenção, de que resulta a sua grandeza e reconhecimento a nível nacional, continental e mundial.
Conforme explicou Lourenço do Rosário, Reitor da Universidade Politécnica, Mia Couto é um reconhecido escritor que, com o seu trabalho, projecta Moçambique além-fronteiras, elevando bem alto o nome do País. É um escritor de inestimável dimensão humana e cidadania.
A cerimónia de condecoração, que decorreu no anfiteatro da Universidade Politécnica, contou com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi, que na sua breve alocução destacou o papel do escritor na promoção da literatura moçambicana.
Na sua primeira aula de sapiência como Doutor Honoris Causa, Mia Couto falou da degradação do tecido moral da sociedade, sobre a qual, na sua opinião, existe um consenso nacional.
Para Mia Couto, perante esta realidade, caracterizada pela perda de valores por parte da sociedade, um dos caminhos que podem ajudar a resgatar essa moral perdida pode ser a literatura, como arte de contar e escutar histórias.
"É muito preocupante que os nossos jovens cresçam sem referências morais. Não vejo muito interesse em preparar os nossos filhos para que sejam simplesmente boas pessoas, bons cidadãos no seu País e no mundo. Estamos empenhados em assuntos como empresas e empreendedorismo, como se todos os nossos filhos estivessem destinados a serem empresários", disse o escritor.
Mia Couto, pseudónimo de António Emílio Leite Couto, nasceu a 5 de Julho de 1955 na cidade da Beira, província de Sofala, e é considerado um dos escritores mais destacados do País, tendo sido homenageado com o Prémio Camões em 2013, o mais importante da língua portuguesa.
O seu primeiro romance, Terra Sonâmbula, publicado em 1992, ganhou o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995 e foi considerado um dos dez melhores livros africanos do século XX.
Mia Couto tem uma obra literária extensa e diversificada, incluindo poesia, contos, romance e crónicas, sendo que muitos dos seus livros foram traduzidos e publicados em mais de 30 países.
Em paralelo à atribuição do título de Doutor Honoris Causa, foi no mesmo dia lançada a obra Mia Couto: Um Moçambicano que diz Moçambique em Português, da autoria de Fernanda Cavacas, e ainda inaugurada a exposição alusiva aos 20 anos de existência da Universidade Politécnica.

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This entry was posted on 3 de Setembro de 2015 by in Moçambique.

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