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Uma centena de empresas moçambicanas já prestam serviços à ANADARKO

Cerca de 100 empresas moçambicanas já estão a prestar serviços à multinacional petrolífera norte-americana Anadarko, que projecta investir cerca de 15 mil milhões de dólares na exploração do gás natural, na província de Cabo Delgado, segundo foi dado a conhecer, esta quarta-feira, em Maputo, no decurso do Business Breakfast sobre Conteúdo Local.

O encontro, promovido pela CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, em parceria com a Anadarko, insere-se no âmbito de uma série de seminários, que visam a promoção de oportunidades de investimentos em Moçambique e desenvolvimento de fornecedores no sector do Petróleo, Gás e Minas.

Eduardo Macuácua, director adjunto da CTA explicou a propósito que "as grandes empresas que estão envolvidas na exploração de minerais e hidrocarbonetos contêm políticas internas de envolvimento de empresas moçambicanas e comunidades locais, no entanto, o que nós estamos a fazer, como CTA, é promover uma série de encontros para a transmissão de informações concisas sobre os requisitos necessários para participar na cadeia de fornecimento de bens e serviços das multinacionais".

Acrescentou que , "a CTA, por iniciativa própria, levou a cabo um projecto de legislação sobre Conteúdo Local, que vai permitir que se defina claramente a participação das empresas e comunidades locais nos grandes projectos, porque acreditamos que não há desenvolvimento que exclua as comunidades locais".

O director adjunto da CTA avançou ainda que cerca de 98 por cento das empresas moçambicanas são de pequeno e médio porte e precisam de se capacitar, para além de conhecer melhor este ramo industrial que é novo, daí que a CTA tem vindo a encorajar os parceiros e o Governo para investir na sua capacitação.

Por sua vez, Alcido Mausse, director de Assuntos Sociais e Governamentais da Anadarko Moçambique, referiu que "os requisitos exigidos pelas multinacionais podem parecer pesados, mas, no nosso caso vertente, ainda não estão claramente todos definidos".

"Apenas definimos o básico e indispensável, como por exemplo ser uma empresa moçambicana, registada e que tenha conhecimento do sector", indicou, realçando que "as três companhias que vão construir os complexos de liquefacção de gás na costa moçambicana é que vão determinar os requisitos pormenorizados das empresas por subcontratar".

Refira-se que a Anadarko prevê iniciar, em 2014, a primeira fase do projecto, que compreende a construção de infra-estruturas básicas, acomodação, abertura de acessos, dragagem, provisão de serviços essenciais, como água, saneamento, melhoria de estradas, entre outros, de modo a que em 2018 possa arrancar com a exploração do Gás Natural Liquefeito.

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This entry was posted on 19 de Dezembro de 2013 by in Moçambique.

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