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O estado da nossa Saúde

Houve avanços significativos em relação aos principais indicadores de desenvolvimento humano e social de Moçambique, com uma diminuição substancial nas áreas de mortalidade materno-infantil e bons indicadores no que diz respeito à esperança de vida.

Mas, ao mesmo tempo, Moçambique possui também uma das maiores incidências de tuberculose, figurando entre os 22 países mais afectados por aquela doença do mundo, estimando que se registem cerca de 40.000 novos casos por ano. E a principal causa de doença e mortalidade no país é a malária.

Para piorar o quadro da saúde, calcula-se que, actualmente, um médico esteja para 25 mil habitantes; que 50% das crianças sofram de desnutrição crónica e que as taxas de seroprevalência atinjam 11%, em Moçambique.

Nos últimos anos, alguns esforços foram direccionados para expandir o acesso à saúde, segundo dados divulgados pelo African Economic Outlook. As dotações totais destinadas aos sectores prioritários para 2012 ascenderam a 23.355 milhões de meticais, sendo que o sector da Saúde absorveu 20,3% da despesa total, excluindo os donativos para encargos com a dívida.

Em Moçambique, o sector da Saúde não se encontra à altura de satisfazer a demanda, apesar de ser dos que mais recebem do Orçamento do Estado. Este ano, o sector da Saúde irá receber 10,3%, a terceira maior fatia depois da Educação e da Agricultura e Desenvolvimento. Não obstante, e apesar dos esforços feitos, o nosso país possui o desafio de disponibilizar um bolo orçamental cada vez maior para a Saúde, uma vez que o crescimento populacional não cessa.

A estratégia traçada para 2013 passa por continuar a expandir o acesso aos cuidados de saúde, e melhorar a qualidade dos serviços prestados. Aliás, torna-se premente aumentar a cobertura dos serviços de saúde, expandir as unidades hospitalares, melhorar o acesso aos medicamentos, aumentar o número de profissionais de saúde bem como a sua carga salarial.

A propósito de carga salarial, em Janeiro passado, médicos de todo o país cumpriram oito dias de greve, uma manifestação que registou uma adesão de cerca de 90%. Os motivos dos protestos englobavam os baixos salários, a melhoria de condições de trabalho, a revisão do estatuto do médico, entre outras reivindicações. Como consequência, realizaram-se conversações e negociações, mas as greves continuaram e a fila dos utentes nos hospitais foi aumentando.

Este é o estado actual da nossa Saúde.

Helga Nunes, Editorial in Revista Capital

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This entry was posted on 31 de Julho de 2013 by in Uncategorized.

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