Olá Moçambique

ocupar o tempo com o que se passa em Moçambique

Paixão pela castanha de cajú

Tudo começa em 2007 quando Gilberto Miranda decide investir na instalação de uma fábrica de processamento primário da castanha de cajú, denominada Anacardia. Até Dezembro de 2012, o empreendimento empregava 400 pessoas que trabalhavam no descasque da castanha.

A Anarcadia continua, mas já não é propriedade de Miranda. O empreendedor abraçou, desde Janeiro último, outros desafios no subsector da castanha de cajú. Ao invés de processar primariamente a castanha, trabalha com a amêndoa, acrescentando valor, e exportando para os diferentes mercados.

“É simples. O processamento primário requer muito investimento, além de uma mão-de-obra intensa. É uma actividade com muitos riscos. Ao mesmo tempo, os ganhos são extremamente irrisórios, comparativamente à cadeia de valor que vem a seguir”, contou Gilberto Miranda.

Com o dinheiro da venda da Anacardia, o pequeno empesário adquiriu novas instalações na Machava, no município da Matola, uma cozinha industrial, e está apetrechar os espaços da nova indústria. O novo investimento leva o nome de Cashewyetú e dedica-se ao processamento final da amêndoa de cajú, adicionando sal e piri-piri à matéria-prima.

Da Anacardia à Cashewyetú

A Cashewyetú tem como produtos finais a amêndoa condimentada, noguetes e farinha de castanha de cajú (habitualmente usada para a cofecção de bolos), sendo que o principal mercado da fábrica é a região Austral da África. Miranda é apaixonado pela castanha de cajú, e trabalha com a mesma há quase duas décadas, mas a Anacardia é que o lança para o pesado mundo empresarial.

Afinal, por quê a Cashewyetú e não a Anacardia?

“Na outra empresa contava com 400 trabalhadores, mas aqui preciso de apenas 20, o que representa uma redução significativa dos custos ligados à mão-de-obra. Era necessário um investimento na ordem dos 400 mil dólares para a compra de matéria-prima, aqui preciso de aproximadamente 200 e os bancos são mais receptivos a financiar o processamento final da castanha de cajú, por acarretar poucos riscos”, comparou o empreendedor.

Na fábrica da Matola está instalada uma capacidade de produzir cinco contentores de cajú da variedade de amêndoa processada, por mês, mas ainda não estão a ser produzidas estas quantidades devido à desconcentração das associações que trabalham no processamento primário da castanha.

A ideia de Gilberto Miranda é envolver grande parte das associações de descasque da castanha, a sul do Save, no fornecimento da matéria-prima necessária para a actividade da Cashewyetú. “A nossa missão não se resume apenas em fazer negócios, mas temos de fazer negócios inclusivos, que proporcionem emprego, renda e bem-estar a muitos moçambicanos”, remata o empresário.

One comment on “Paixão pela castanha de cajú

  1. Elidio Nhantumbo
    2 de Setembro de 2013

    gostei muito da matéria na qualidade de um estudante da area de negocios… Gostava de saber um pouco daquilo que sao as dificuldades de trabalhar nesta area. Em relacao ao acesso a m. Prima, transporte, m d obra, financiamento e outras envolventes…

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Information

This entry was posted on 11 de Julho de 2013 by in Uncategorized.

Navegação

Enter your email address to follow this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 1.934 outros seguidores

Arquivos

Olá Moçambique

%d bloggers like this: