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Planificar é bom

O presidente da Associação de Hotéis do Sul de Moçambique, Quessanias Matsombe, fala dos desafios inerentes à necessária planificação no sector turístico e dá soluções sobre como resolver algumas problemáticas, como a requalificação da Marginal de Maputo. Saiba como com a Capital.

Helga Nunes in Revista Capital

Um dos desafios do Governo passa pela planificação. A que nível poderá funcionar a planificação que irá permitir um turismo integrado?

O projecto da construção da circular de Maputo ao longo da Marginal é um exemplo. A planificação significa envolver todas as estruturas. Ao fazer a planificação das actividades para um território temos de perceber que determinada zona é para a agricultura, outra é para o turismo, ou mesmo reserva do Estado. Acredito que isso deve estar a acontecer. Mas quando chego a uma zona de influência turística como Pemba, Ponta de Ouro, verifico que num local onde deveria estar um hotel de cinco estrelas está uma barraca. São espaços tão nobres que se o Estado tivesse uma planificação adequada no devido tempo estaria ali um grande investimento a permitir emprego as pessoas e a possibilitar a colecta de impostos.

O turismo baseia a sua actividade na gestão dos recursos naturais, vende a qualidade dos seus recursos naturais. Mas o que verificamos é que não há o cuidado de planear cuidadosamente as actividades que devem ser desenvolvidas nessas zonas. Os actores nesses locais tomam as decisões conforme o seu entendimento. Teremos de começar do zero, olhando para o Mapa de Moçambique, e planificar. O Ministério do Turismo não é o culpado porque no terreno existem outros intervenientes que fazem o contrário.

Acha que a requalificação da Marginal de Maputo vai beneficiar o Turismo? Tem havido algumas críticas em relação a essa requalificação.

Na minha opinião deveria ter havido mais envolvimento dos actores do turismo. Mas talvez o Município tenha razão. O Município diz que a zona ficará bonita mas como não fomos consultados, estamos preocupados. O nosso conceito do que deveria ser a marginal pode não se confirmar. Meter quatro faixas ao longo da marginal poderá criar um grande fluxo de trânsito, camiões de grande porte que irão incomodar, não só os banhistas mas, também as pessoas cujas casas estão à beira da estrada.

Do ponto de vista do ambiente que se vai criar, a marginal não será propícia ao repouso. E de alguma maneira, aquela zona toda irá desvalorizar do ponto de vista de qualidade de vida. Isto tudo devido a esse futuro fluxo rodoviário. A autoestrada devia passar por detrás do Bairro Triunfo e da Costa do Sol, paralelamente á marginal, que deve ser meramente turística.

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This entry was posted on 5 de Julho de 2013 by in Uncategorized.

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