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Gás de Moçambique desperta interesse de “gigantes”

O potencial do país no sector dos hidrocarbonetos, com particular destaque para o gás, está a atrair a atenção de grandes investidores do ramo. Além das companhias que já operam no terreno, umas na produção e outras na prospecção, empresários de origem britânica, americana, lusa e originários de outros países já manifestaram formalmente o interesse de explorar o gás existente em Moçambique.

In revista Capital

A indústria dos hidrocarbonetos é uma das que maior potencial possui em Moçambique, um cenário justificado pelas reservas de gás natural existentes. Até ao momento, segundo dados da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), estão identificados quatro campos de gás natural, sendo eles os de Pande, Buzi, Temane e Inhassoro. Em termos de reservas confirmadas de gás natural, o país possui 127.4 biliões de metros cúbicos e encontram-se em exploração apenas as jazidas de Pande e Temane, onde opera a sul-africana SASOL. Entretanto, as recentes descobertas de gás natural indicam um potencial de aproximadamente 160 triliões de pés cúbicos (4.528 biliões de metros cúbicos) apenas na Bacia do Rovuma. A se confirmarem estes dados, Moçambique ascende automaticamente para a quarta posição a nível mundial em termos de reservas de gás natural.

É na base deste quadro, que grandes investidores do sector dos hidrocarbonetos a nível mundial estão interessados em explorar o gás natural no país. Contudo, as previsões do Governo indicam que só no findar da década, mais precisamente em 2018, é que o país poderá iniciar o processo de comercialização. Neste mesmo período, a contribuição da exploração dos recursos naturais para o crescimento do produto interno bruto poderá passar para dos actuais 1.7% para 13%.

Nesta perspectiva, o potencial energético do país é visto por agências financeiras renomadas, como é o caso da Economic Intelligence Unit, como a futura alavanca da economia nacional. Dada a capacidade reduzida de consumo a nível doméstico, o fornecimento de gás liquefeito a países asiáticos pode constituir uma forte fonte de renda. Admite-se, no entanto, que o impacto da exploração dos recursos como o gás ainda é reduzido no desenvolvimento sócio-económico do país, pelo que políticas sustentáveis de exploração deverão ser adoptadas no sentido de garantir fluxos equilibrados de redistribuição e riqueza.

Os grandes interessados

Além da SASOL, que está a operar em pleno nos blocos de Pande e Temane, temos na bacia do Rovuma multinacionais que estão a investir avultadas somas em trabalhos de pesquisa para aferir da viabilidade comercial das reservas ali existentes. Entre as companhias constam a americana Anadarko, a italina ENI, as indianas Videocon e Barat Petroleum, a japonesa Mitsui, a coreana Kogas, a portuguesa Galp Energia, a Cove Energy e agora a China National Petroleum Corp.

Em todos os consórcios envolvidos em processos de prospecção nas áreas a bacia do Rovuma, encontra-se a ENH com participações não superiores a 15% como forma de acautelar os interesses do Estado moçambicano.

Assim, América, Itália, Portugal, Índia, Japão, Coreia e China são alguns dos países originários das multinacionais que estão a fazer a prospecção do gás natural na bacia do Rovuma. Entretanto, a lista dos investidores ainda vai engrossar, com a manifestação formal do interesse de companhias vindas de países como a Rússia. Informações veiculadas pela agência financeira Bloomberg indicavam a pretensão do grupo russo Gazprom de adquirir participações do grupo italiano ENI, num dos blocos em que a empresa está presente no Rovuma. Enquanto isso, em Março, a venda de participações à China National Petroleum Corp permitiu à ENI um encaixe financeiro na ordem dos 4.2 biliões de dólares.

Até aqui, as descobertas feitas no Rovuma colocam a portuguesa Galp numa situação privilegiada a médio-longo prazos, no que diz respeito à sua carteira de activos de exploração e à produção de gás natural.

Por outro lado, mais empresas americanas estão interessadas em investir no mercado moçambicano para explorar o carvão e o gás natural, sendo que para a sua entrada, os empresários americanos deverão privilegiar parcerias com empresas lusas já estabelecidas no país.

Empresas que detêm participações na Bacia do Rovuma

Na área 1

. Anadarko (americana) – 36,5%

. ENH (moçambicana) – 15%

. Videocon (indiana) – 10%

. Barat Petrole (indiana) – 10%

. Mitsui (japonesa) – 20%

. Cove Energy – 8,5%

Na área 4

ENI (italiana) – 50%

China National Petroleum Corp (chinesa) – 20%

ENH (moçambicana) – 10%

Galp Energia (portuguesa) – 10%

Kogas (coreana) – 10%

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This entry was posted on 5 de Julho de 2013 by in Uncategorized.

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