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Manifestantes paralisam mina de carvão

Um grupo de cerca de 500 pessoas, na sua maioria jovens oleiros abrangidos pela concessão mineira da Vale, em Moatize, província de Tete, colocou durante a noite da passada terça-feira, troncos e pedregulhos fazendo barricadas nas entradas de saída de viaturas e na linha-férrea usada para o escoamento do carvão mineral.

Os amotinados, que praticavam a produção de tijolos maciços na área operacional da Vale, estão a reivindicar a correcção do valor já pago nos princípios do ano passado, de compensação pela paralisação em 2008, da produção de tijolos de barro dentro da zona operacional daquela empresa.

A acção levou a Vale a paralisar por completo o trabalho em todos sectores durante todo o dia de ontem (quarta-feira) porque nenhum operário foi permitido pelos protagonistas a entrar nas instalações provocando prejuízos avultados para aquela companhia mineradora.

Em contacto com a nossa Reportagem, os reivindicadores afirmaram que estão a protestar contra o valor insignificante atribuído no ano passado pela Vale para a indemnização das suas actividades porque segundo eles, não corresponde ao período da concessão da empresa autorizada pelo Governo.

“Os tijolos são a fonte de receita para a nossa sobrevivência. Há décadas que vivemos desta actividade e hoje apareceu a Vale que depois de um cadastramento informaram-nos que receberíamos uma indemnização” – disseram em coro os amotinados concentrados na entrada principal dos escritórios e da mina da Vale, no cruzamento de Capanga.

Os protagonistas confirmaram terem recebido um valor de 60 mil meticais cada um dos cerca de 800 oleiros, devidamente registados nas áreas concessionadas à Vale, em Chipanga e Nhacolo, no Município da Vila de Moatize, o que consideram valor irrisório.

Entretanto, a administradora do distrito de Moatize, Elsa da Barca, diz não haver mais nada a pagar aos oleiros porque tudo foi devidamente encaminhado e bem encerrado, tendo acrescentado que “não vejo as razões do motim porque na tarde do dia 16 de Abril, em reunião com os oleiros expliquei-os, detalhadamente, o processo que culminou com a entrega dos valores de compensação pela sua retirada das áreas de produção da Vale”.

Por seu turno, a Vale explica em comunicado recebido na nossa Redacção que os processos de indemnização das olarias existentes na área onde foi implantado o projecto carvão de Moatize, transcorreram no período de 2010 a 2012.

Este processo foi monitorado pela Comissão de Reassentamento e ocorreu ao abrigo do PAR – Plano de Acção do Reassentamento, sob coordenação e supervisão do Governo de Moatize e através de uma ampla consulta às partes interessadas.

O valor estabelecido para esta indemnização foi de 60 mil meticais por proprietário de olaria, mantendo-se o direito de cada oleiro retirar da área a sua última produção de tijolos para posterior venda.

Nestes termos, a Vale indemnizou até 2012, 785 olarias, no valor de 47 100 000,00Mt. Os pagamentos foram feitos directamente aos beneficiários cadastrados. Entretanto, até ao final da tarde de ontem, as principais entradas da Vale ainda estavam bloqueadas. Os amotinados usaram viaturas, troncos e pedras para barrar o acesso à empresa, quer por via rodoviária quer ferroviária.

In Jornal Notícias

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This entry was posted on 18 de Abril de 2013 by in Uncategorized.

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