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«O boom dos minérios pegou-nos de surpresa»

As descobertas de imensos recursos minerais e a consequente convergência de multinacionais para Moçambique ocorreram de forma rápida, sem que o País estivesse preparado. A ideia é defendida por Casimiro Francisco, presidente da Associação Moçambicana para o Desenvolvimento do Carvão Mineral (AMDCM).

Segundo Casimiro Francisco, um dos principais sintomas do referido despreparo é a escassez de recursos humanos locais à altura das necessidades das mineradoras.

As províncias de Tete e Nampula constituem o fulcro da mineração mas o índice de analfabetismo é de 80 por cento. A Rio Tinto recomenda que o fundamental é iniciar o processo de formação de quadros locais cinco anos antes de iniciar o processo de exploração mineira.

A actual “guerra de talentos” entre as mineradoras, na qual os poucos quadros com know-how aceitável passam de uma empresa para a outra é reflexo de uma indústria mineira que se estreia no mercado internacional.

Mas, por outro lado, o líder da Associação carbonífera verifica que em Moçambique, o boom dos recursos minerais acontece sem ser planificado, facto que limita a formação de quadros.

«Neste primeiro momento ainda não existem condições mas, será desastroso se não aproveitarmos as oportunidades geradas pelos minérios para criar condições de empregabilidade para os recursos humanos nacionais».

Neste quadro, a mineradora Rio Tinto explica que chega mesmo a contratar mão-de-obra nos países vizinhos da SADC para virem operar as complexas máquinas usadas na actividade mineira.

Uma das prioridades actuais consiste na criação de um quadro que permita um investimento massivo no desenvolvimento e na capacitação dos recursos humanos. Então, os próprios projectos mineiros poderão criar esta oportunidade.

Mas o desafio da empregabilidade para os recursos humanos moçambicanos ainda irá levar algum tempo. «Por enquanto, não temos condições. Numa primeira fase, teremos problemas. Os nossos recursos ainda não são se encontram preparados para enfrentar a exigência das multinacionais», garanteCasimiro Francisco, para quem o acto de legislar sobre esta matéria constitui igualmente outro desafio.

In revista Capital, edição de Setembro de 2012.

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This entry was posted on 19 de Setembro de 2012 by in Uncategorized.

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