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GRUPO INTERMODA: Ontem Alfaitaria, hoje um grande Grupo de pronto-a-vestir

A história da Intermoda remonta ao século passado. Tudo começou quando o Pai de Atul Laxmissancar abriu as portas da sua Alfaiataria em 1968. Na época, ostentava a denominação de Fazel. Quis o destino que o filho viesse a assumir as rédeas do negócio na década de 90, e desde então tudo mudou. Mudaram-se os tempos, as vontades e surgiu o conceito do pronto-a-vestir. O modelo de negócio teve então de se adaptar e surgiu o Grupo Intermoda. Saiba como tudo aconteceu através do discurso directo do seu director-geral, cuja preocupação também passa pela responsabilidade social.

O grupo Intermoda é indissociável do empresário Atul Laxmissancar. Como tem sido a sua história desde 1968?

A empresa nasceu em 1968. Só que naquela altura era conhecida como Alfaiataria Fazel. Eu fui levado a gerir os destinos da Alfaiataria Fazel na década de 90, devido aos problemas de saúde de meu pai que foi de facto quem fundou o negócio. Mas fiz o percurso de baixo para cima. Entrei como ajudante e volvido algum tempo passei a sócio-gerente da loja. Uma vez nessa posição, tive de reestruturar a empresa, colocando, sobretudo, as pessoas certas nos lugares certos. Portanto, foi com o espírito de querer imprimir alguma mudança na abordagem do mercado moçambicano de vestuário pronto a vestir que surgiu com o nome comercial de Intermoda, que hoje é uma referência em termos de comércio de vestuário e calçado.

Quais foram as dificuldades em termos de gestão que teve quando herdou a loja do seu pai?

Foram várias. Eu era então um jovem pouco experiente e vi-me na responsabilidade de ter de levar o barco a bom porto. Mas tive o apoio dos nossos colaboradores e procurei ser arrojado nas minhas decisões.

Numa outra fase, houve a necessidade de evoluir. De reestruturar a empresa face às novas exigências do mercado, isto porque nos anos 90, as pessoas já procuravam mais as roupas de pronto-a-vestir, rejeitando a ideia de as fazer no alfaiate. Então, decidi comercializar o vestuário de pronto-a-vestir e assim foi “desaparecendo” o vestuário por medida.

O Grupo Intermoda tem hoje cerca de 110 trabalhadores e houve um crescimento significativo em termos do número de lojas. O que motivou este crescimento?

A marca Intermoda conquistou muito rapidamente os moçambicanos e tivemos a necessidade de expandir conforme o crescimento e o sucesso que fomos tendo, pois uma loja não era suficiente para suprir às exigências da demanda. Nesse sentido, vimo-nos na contigência de abrir mais lojas e contratar mais pessoas para trabalhar.

De que forma a Intermoda se posiciona face à concorrência?

Procurando actualizar as marcas que comercializamos de modo satisfazer as necessidades dos nossos clientes. E, ao mesmo tempo, temos uma grande preocupação em praticar preços acessíveis como forma de abranger mais consumidores das classes média e baixa. O nosso foco é, sobretudo, satisfazer o cliente com um produto de qualidade associado a um bom preço.

Além da linha de venda de vestuário há uma forte aposta no comércio de calçado, em particular de chinelos de borracha. Como é que o grupo Intermoda entra neste negócio?

Nos fim de 1995 surgiu a oportunidade de comercializarmos chinelos de borracha, e temos estado a apostar nesse produto até hoje. Um dos grandes empurrões foi dado por um tio meu, que na altura vivia no Zimbabwe, e que me propôs que passasse a importar os chinelos ASIA. Actualmente, somos uma das referências em termos de comércio de chinelos em Moçambique. Temos revendedores e são eles que distribuem os chinelos pelas províncias, e o nosso produto é vendido até nos sítios onde não temos lojas.

Como é que o Grupo Intermoda olha para a questão de responsabilidade social?

O século XXI exige que as empresas não pensem só no lucro, mas também na forma como os seus negócios podem contribuir para o desenvolvimento do meio social em que se encontram. O princípio que nos conduz a envolvermo-nos em acções de responsabilidade social tem a ver com o amor que temos não só para connosco como para com o próximo.

A preocupação pelas acções de responsabilidade social já vem da altura dos meus pais e tem vindo a evoluir. Há pouco tempo, estivemos envolvidos em projectos de responsabilidade social nas províncias de Maputo, Sofala e Nampula e temos a oportunidade de poder contribuir para o bem-estar de algumas pessoas carenciadas.

Por ano, temos oferecido entre 50 a 60 mil pares de chinelos, mas a nossa meta nesta área da responsabilidade social é lançar um projecto designado “Ajudar Moçambique”, que consistirá na distribuição anual de cerca de 100 mil pares de chinelos às comunidades carenciadas ao longo do país, como forma de contribuirmos para aliviar o sofrimento das pessoas.

In revista Capital

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This entry was posted on 19 de Setembro de 2012 by in Uncategorized.

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