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Oportunidades de Negócio nas Minas e Hidrocarbonetos agita players

A Rio Tinto Coal Moçambique, empresa que explora o carvão mineral em Tete, prevê, ainda este ano, realizar um volume total de negócios de 160 milhões de dólares norte-americanos com empresas nacionais, com particular destaque para as que se localizam naquela província, visando a promoção do desenvolvimento do País, segundo foi anunciado, esta quarta-feira, em Maputo.
Intervindo no seminário organizado pela CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, sobre “Oportunidades de Negócio no Sector de Minas e Hidrocarbonetos, Emelie Bosten, representante daquele conglomerado anglo-australiano, referiu que com vista a permitir o maior envolvimento dos investidores moçambicanos naquele mega-projecto, a Rio Tinto criou, em Julho último, em Tete, um Centro de Negócios.

“Com esta iniciativa, pretendemos melhorar a relação com as empresas locais, depois de no ano passado termos realizado um volume de negócios de 120 milhões de dólares, em serviços, catering, transportes, entre outros sectores, dos quais 80 por cento dos contratos foram com empresas nacionais”, indicou Emelie Bosten, realçando que as compras acima de 100 mil dólares são efectuadas com base em concursos públicos internacionais, enquanto, abaixo desse valor, têm sido formulados convites para apresentação de cotações.

A propósito do encontro, o presidente da CTA, Rogério Manuel, explicou que o seminário tinha por objectivo “conjugar diferentes sensibilidades e ideias dos nossos investidores, dos parceiros de desenvolvimento, do sector privado ligado à indústria extractiva, e de todos os participantes, sobre os mecanismos para o aproveitamento das oportunidades de negócios no sector mineiro e hidrocarbonetos em Moçambique”.

“A CTA está a construir uma visão que se centra na definição de uma perspectiva que seja favorável à participação efectiva dos nacionais nos mega-projectos”, frisou Rogério Manuel.
Relativamente ao sector dos hidrocarbonetos, o ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, disse, por seu turno, que o consumo do gás natural na região Sul de Moçambique tem vindo a crescer consideravelmente através da sua utilização como combustível na indústria e em veículos automóveis.

“Em Maputo, este hidrocarboneto é utilizado em substituição de combustíveis líquidos assim como na produção de electricidade nos distritos do norte da província de Inhambane e numa Central Térmica de 100 megawates, em Ressano Garcia, onde é usado o gás natural de Pande e Temane”, segundo referiu.

O governante acrescentou prever-se, para breve a Sul do País, a implementação de outros projectos de utilização de gás natural, como o fornecimento de gás natural a Maputo para fins comerciais domésticos, instalação de centrais térmicas de média dimensão e eventualmente uma fábrica de fertizantes.

Refira-se que, com vista a promover o envolvimento dos investidores nacionais nos mega-projectos no sector de hidrocarbonetos, o Governo está a constituir a empresa ENH Logistics, projectando-se ainda a construção de dois portos, um em Palma e outro em Pemba, na província de Cabo Delgado, para além de nas zonas residenciais, gasodutos, redes eléctricas, entre outras infra-estruturas.

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This entry was posted on 30 de Agosto de 2012 by in Uncategorized.

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