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Suaves e dóceis cores do reggae

Ras Tony é tão sereno e envolvente como as músicas que faz! Canta pausadamente no sotaque falado em África. E cada música é uma história! Convidou-nos para um espectáculo no passado dia 5 de Maio, no palco do Champ´s bar, em Malhampswene, longe do barulho habitual da cidade capital, Maputo, para degustar do seu afro-moz-reggae

Simplesmente fantástico é como se pode classificar o trabalho musical deste artista cuja simpatia hipnotizou a moldura humana ali presente.

A casa de pastos estava repleta de fãs quando Ras Tony chegou ao palco com o rótulo de bom! Sem ter que provar nada, havia simplesmente de mostrar seu produto a um público que deixava transbordar a sede de ver e ouvir o melhor da música afro-reggae, emprestado por Ras Tony com os préstimos da banda Xitende.

“Jah Bless África” foi o tema eleito, contagiando uma moldura humana considerável que vibrou com passos de dança, delírios e assobios. Era, na verdade, o princípio de uma noite entre “gajos bons”, quer do lado da plateia como do palco.

Lia-se no semblante de cada artista a emoção de passear a classe perante uma plateia de luxo que ali acorreu massivamente. Matxote soprou com tarimba o seu saxofone, comovendo Mafir na viola baixo que fez harmonia sinfónica com Juma na guitarra e Valy nos teclados. Jorge na bateria e Ifraimo na percussão, davam um ritmo especial ao afro-reggae, enquanto as vozes de Iva e Gina, nos coros, espalhavam um perfume artístico ao concerto.

Ras Tony não deixou seus créditos por mãos alheias e se o reggae for uma “indefinição”, este músico mostrou naquela noite que se encaixa nessa falta de limites!

“Utha vuya univalelissa” é o tema com o qual Ras Tony e sua turma contagiou de emoção a plateia que os acompanhou em coros e até solicitou bis em vários momentos. Mas “Silasie”, “Bablon System”, “Lola”, “Música a bordo” “Roots music”, entre outros, fizeram a noite de afro-moz-reggae incomensurável, temas estes que arrancaram vibrantes aplausos do público.

Cada fã buscou o melhor lugar para ver de perto este expoente máximo do afro-reggae moçambicano. A entrada não podia ser melhor e depois de medir a temperatura do público, já dominado e rendido às evidências, a banda despediu-se mas era o público quem não aceitava esse “divórcio” imediato.

O quotidiano na nossa África material despida da causa humana e social, inspirou esta obra às vezes frágil mas elegante, outras vezes robusta. Guerra é vencível. Reconciliação é possível, pois “quem não gosta de reggae, não o conhece”, dispara o autor de “Summer holiday”!

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This entry was posted on 6 de Junho de 2012 by in cultura and tagged .

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